segunda-feira, 23 de novembro de 2015

DE VOLTA AO FRONT - GRANDE ESTILHAÇO DE ARTILHARIA

Diversão garantida!
Caçada com muita chuva, frio e lama no alto da Serra da Mantiqueira. Durante a prospecção cheguei a pensar que tinha achado um projétil de artilharia inteiro, mas era um grande estilhaço enterrado a uns vinte centímetros que emitiu um sinal fortíssimo mesmo eu  eliminando os metais ferrosos na configuração do detector .
No livro do Paulo Duarte "Palmares pelo Avesso" na parte sobre sua "estadia" em Vila Queimada numa conversa, o capitão Arcy diz a ele  que quando chove muito o projétil penetra na lama e não detona, já quando pára de chover a terra fica dura e não falha, seria interessante levantar, se possível, as condições meteorológicas do período da revolução de 1932 na região do Túnel da Mantiqueira.

 Um grande estilhaço de artilharia enterrado

 Todos os achados



Fivelas ainda com parte do couro

Vejam que interessante esta munição: Possivelmente um soldado tentou abri-la, talvez para retirar a pólvora e acender uma fogueira, imagino! 
Pequenos vestígios que nos contam os detalhes  da história.(Se necessário clique na imagem para ampliar)

Que calibre seria? 
Tendo em vista que a espessura dele é bem maior que a dos outros que já achei, sem falar que a parte onde fica a rosca já teria que começar a ficar cônica e aqui ele é reto, e pela curvatura do meio dá para ver que o espaço interno não seria grande e talvez teria que ser, para explodir algo tão resistente.


Um cogumelo bem estranho que achei pelo caminho,mereceu uma parada para registrar.

3 comentários:

  1. Grande Capitão Arcy "o artilheiro de Deus" com um único tiro calou a bateria contrária.
    No período de Maio a Setembro ocorrem os menores índices pluviométricos na região do Túnel. Entretanto é o período de menores temperaturas, geadas.
    Julho e Agosto, quando os combates foram intensos são os meses de menor incidência de chuvas do período mencionado e também os mais frios. Temperatura mínima média em torno de 7ºC e 28/29mm como média de chuvas nestes dois meses.
    Acho que a tropa passou muito frio, mas teve pouco problema com as chuvas.

    ResponderExcluir
  2. Sobre o cartucho com o projétil danificado:
    Para retirar o projétil do cartucho uma prática relativamente comum era a de enfiar o projetil dentro da boca do cano do rifle e força-lo para o lado. Esta ação, embora não recomendada por poder danificar a coroa do cano, tornando a arma - o tiro - impreciso, deve ter sido a forma que o soldado usou para tentar retirar o projetil do cartucho, daí ter ficado todo marcado.
    Entre os motivos - o real jamais saberemos - pode ser o da utilização da pólvora para outros fins, até mesmo o aventado que seria para iniciar um fogo.
    Celso, a espoleta deste cartucho está intacta? ou foi percutida e falhou ?

    ResponderExcluir