sexta-feira, 12 de abril de 2013

ATUALIZANDO O BLOG - DUAS CAÇADAS NA SERRA DA MANTIQUEIRA

Ola amigos do blog,depois de um tempo de inatividade, publico agora, os resultados de minhas duas caçadas realizadas durante o período.


1ª Caçada:
Buscado Relíquias de Guerra nas Trincheiras Paulistas  de 1932

Desta vez está tudo pronto cedo; água no cantil, lanche na mochila e ferramentas de escavação também. Sem esquecer, é lógico, de pilhas novas no detector.
O sol brilha lá fora entre poucas nuvens. Tudo pronto para uma grande caçada!
Mas ao começar a subida da Serra da Mantiqueira o sol desaparece, e nuvens espessas e carregadas tomam conta da paisagem, de repente o dia quase virou noite, mas já estamos a mais de vinte quilômetros de casa e não podemos perder a viagem, damos um tempo numa lanchonete para ver se o tempo muda e nada, só piora, e a chuva agora cai com muita força. Sem ter escolha iniciamos a subida  da trilha que nos levará as trincheiras dos soldados paulistas em baixo de uma tempestade com muitos raios e ventania.
No alto do morro a chuva fica  ainda pior e para não correr o risco de danificar o equipamento nos abrigamos dentro de uma grande trincheira, que de tão perfeita parece estar aguardando a volta dos soldados. 
Estamos no alto de um  morro, dentro da mata fechada, e a visão que temos à nossa frente é a estação ferroviária Cel Fulgêncio, alvo do paulistas,  já do lado mineiro.
 Podemos sentir na pele, pelo menos uma parte do que os soldados constitucionalistas passaram aqui, frio intenso, umidade, vento cortante, e o risco de ataque de animais selvagens e insetos.
Que emoção isso traz!
Bom, para resumir, nos poucos intervalos entre chuva forte e fraca fizemos nossa caçada, e os resultados conforme podemos conferir nas fotos, nem foram os piores.







2ª Caçada
Detectando Metais nas Trincheira Paulistas de 1932 

Domingo uma hora da tarde, sol forte.
A dura perspectiva de passar o dia todo sem fazer nada me faz pegar o meu detector e rumar em direção a Serra da Mantiqueira, mesmo sem ter nada planejado. Improvisação total, até a água deixei para pegar nas fontes do alto  da Serra.
Esta é uma caçada que teóricamente tem tudo para dar errado.
Mas o lema principal do detectorista é acreditar sempre, pois se os achados não vierem, pelo menos a diversão já é garantida.
O mato esta muito alto e dificulta muito o balanço do equipamento, o risco das cobras também é maior. Nesta região da Mantiqueira segundo os moradores há inclusive o risco de onças, portanto todo cuidado ao entrar na mata fechada.  
Ligo o detector ainda na parte baixa do morro e logo começam a aparecer os sinais, os achados se multiplicam com uma velocidade asssustadora, nunca vista outras vezes.
Meu Deus! Chego a metade do morro e o baldinho de achados já esta quase cheio,e ainda tenho um bom tempo de luz natural pela frente.
Chego a parte mais alta do morro, a terra molhada pelas chuvas dos últimos dias ajuda a escavar e o que era para ser um dia chato acaba por ser o dia da minha melhor caçada com incríveis 67 achados sem contar os pentes e os achados duvidosos.
 

As munições antes e depois da limpeza:


Um cartucho incrivelmente perfeito, mesmo depois de quase 81 anos debaixo da terra.




Uma tampa de alumínio que pela dificuldade em abrir foi furada.


Um cartucho defeituoso com a espoleta não deflagrada.




2 comentários:

  1. Bom dia Celso, que alegria em ter novamente suas pesquisas no mundo digital, já estavam fazendo falta, e parabéns pelas belíssimas fotos e os textos muito bem elaborados, representam com muito realismo e verdade, valorizando ainda mais os belos achados que tens feito. Grande abraço

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  2. cara se a gente se encontrar lá um dia me fala como conseguiu os broches e os capacetes espero ter sucesso como você]

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