domingo, 15 de julho de 2012

TELHA FRANCESA

Pedalando ao lado dos trilhos da EF Central do Brasil, encontrei  próximo as margens do rio Paraíba do Sul  esta telha com a inscrição: 
GRANDE ECAILLE POUR TOITURE
BREVETES S.G.D.C.
St HENRY - MARSEILLE
ROUX - FRERES

Suponho que deva ser um vestígio de alguma construção ferroviária.
Como estava prestes a ser quebrada resolvi guarda- la.




8 comentários:

  1. Ola amigo.Sou amante da historia de 1932,ja
    estive duas vezes no TUNEL tive sorte achei um
    projetil paramim tem muito valor. Pretendo voltar mais vezes.
    Eu tambem encontrei varios cartuchos,carregar,projetil e ate um BOTÃO DE
    LATÃO OU BRONZE (BOTÃO DE FARDA).
    GRANDE ABAÇO!!!! Gonçalo.Região deITAPIRA S.p.

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  2. Telhas da França são bastante comuns em construções antigas. Acho que só no final do século XIX este tipo de telha começou a ser fabricado no Brasil e, desta forma, construções anteriores podem possuir telhas vinda da França. Minha família teve uma casarão no Engenho de Dentro, subúrbio do Rio, construído no século XIX, onde as telhas eram todas da cidade de Marselha, na França, com inscrições semelhantes a estas da foto. Acho que estas telhas deveriam ser relativamente acessíveis. A casa também tinha pinho de riga, que é uma madeira da Europa. Com certeza, são peças carregadas de história.

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  3. As telhas francesas vinham como lastro nos navios, isso é o que dizia o meu avô que trabalhava com carpintaria e teria ouvido do pai dele. As construções antigas como gares de estação ferroviárias, por exemplo, tinham este tipo de telha na cobertura.
    Peças carregadas de história, certamente como disse no seu comentário o Anônimo acima.
    As telhas produzidas aqui - na época - telhas coloniais, eram feitas usando como molde a coxa da perna das pessoas e portanto sem padrão dimensional. Estas telhas feitas geralmente por escravos ainda podem ser encontradas também em construções antigas e mais simples.
    Quando as industrias cerâmicas surgiram no Brasil, as telhas começaram a ser fabricadas aqui, e o primeiro modelo foi o da telha que conhecemos por tipo Francesa que é o modelo da foto mostrada aqui no blog. Estas telhas por virem de Marselha também eram conhecidas por aqui como telhas tipo Marselha. Aos poucos este modelo foi caindo em desuso talvez por exigir telhados com inclinações grandes (o cálculo simples era 50% do vão, para uma água, ou 25% do vão total quando a cobertura era de 2 águas, ou seja, se o vão tivesse 10 metros e o telhado fosse de duas águas a cumeeira estaria a 2,50 m acima da linha da tesoura. Haja madeira !). Este grande desnível era praticado para que a água pudesse escorrer sem retorno pelas juntas, "goteirando" no ambiente.

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  4. Telhas com as mesmas inscrições foram usadas na construção do Forte do Leme em Ponta Leste Angra dos Reis. Inaugurado em 1911 e atualmente em ruínas, o forte contava com 2 imponentes canhões Armstong que originalmente pertenciam ao Encouraçado Riachuelo da Marinha do Brasil.

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  5. Telhas com as mesmas inscrições foram usadas na construção do Forte do Leme em Ponta Leste Angra dos Reis. Inaugurado em 1911 e atualmente em ruínas, o forte contava com 2 imponentes canhões Armstong que originalmente pertenciam ao Encouraçado Riachuelo da Marinha do Brasil.

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  6. Prezados amigos.

    Boa noite!

    Muito interessante essa postagem sobre a telha de Marselha. Em nossas pesquisas de campo encontramos exemplares de telhas francesas de Marselha em vários sítios. Percebi, a partir de então, que havia várias procedências dessas telhas francesas.

    Temos muito interesse em telhas francesas, sobretudo nas de Marselha. Se alguém quiser colaborar com informações e fotografias, será muito bem-vindo. Daremos todos créditos devidos.

    Abraços e parabéns pela postagem e pelas interessantes discussões,

    Professor Clarindo
    INSITUTO AMIGOS DO PATRIMÔNIO CULTURAL - IAPAC
    amigosdopatrimonio@gmail.com
    www.facebook.com/amigosdopatrimoniocultural
    www.amigosdopatrimoniocultural.blogspot.com.br

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  7. Essas telhas provavelmente eram distribuídas pela Companhia Docas de Santos, sociedade de Eduardo Guinle e Cândido Gafrée, no início do século XX. Eu trabalhei na pesquisa histórica do edifício sede do Iphan RJ cuja construção foi empreendida por esses sócios destinada a ser a sede da Cia, em 1908. Dentre os documentos analisados consta uma relação de materiais importados pela Cia Docas de Santos em que aparecem essas telhas dentre diversos materiais de construção e decoração. A Cia Docas de Santos importava materiais e colocava sua marca CDS nos produtos para revenda no RJ. Eu escrevi um artigo analisando essa documentação para a Revista Acervo, do Arquivo Nacional, caso queira consultar a lista de materiais. http://revista.arquivonacional.gov.br/index.php/revistaacervo/article/view/713

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